sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Os 30 chegaram e passaram...

Realmente, o meu bloqueio não passou...
Mas os 30 chegaram e passaram...
Confesso que foi muito estranho e muito desanimador. Porém, foi só mais um dia na minha vida.
Não quis festa, não quis fazer nada...
Estava no meu inferno astral prolongado, apesar de eu não acreditar nisso...rsrsrs
Na verdade, acho que estava muito mal-humorado porque estava fazendo regime.
Mais um regime na minha vida que não deu certo.

Apesar dos 30 ser uma marca que não apareceu no rosto, com certeza, o meu corpo está mais lento.
Acho que tudo começou a mudar, pra ser sincero, depois dos 25...
Veio a gastrite, o refluxo, as pedras na vesícula, as dores nas costas...
E o metabolismo resolveu diminuir a velocidade.
Antes, era só eu ficar sem comer doces e pães por 2 semanas que eu perdia uns 5 quilos.
Agora, posso ficar sem comer doces, pães, massas, frituras, refrigerantes, etc., por 2 meses que não consigo perder nem 4 quilos!!!

Bem, esse post vai longe se eu começar a falar do meu peso...
Então, fica para a próxima reflexão...

terça-feira, 19 de julho de 2011

3 meses depois e 2 meses antes

Caramba, exatamente três meses após o último post, eu decido escrever novamente!

Lembro que, antes, escrever era o meu refúgio. Era fácil, era fluente.
Agora, é difícil. Não sei o que dizer...

Bem, o que posso dizer é que esses três últimos meses foram intensos.
Nunca imaginei que faria duas viagens internacionais neste período. Na verdade, uma delas eu já sabia desde o começo do ano, mas a outra foi uma grande surpresa.
A viagem planejada foi mais confusa do que a não planejada...
Como bom virginiano, o planejamento é sempre minucioso e complexo. O problema é que este só serve para mim e, talvez, para a Ju. Com outras 3 pessoas na viagem, o meu roteiro e os meus planos foram por água abaixo!
A viagem planejada chegou até a ser estressante.
Por isso, quando conseguimos as passagens de graça para o Chile, decidi que não ia mais me tornar no Sr. Roteiro Perfeito. Desencanei...
E não é que tudo foi tão inesperado e tão incrível que a viagem se tornou um grande prazer!

Chegando de volta ao Brasil, bateu um desespero! Uma vontade ainda mais forte de ir embora deste lugar louco onde vivemos.
E no meio disso tudo, uma briga em família para completar...
A briga foi pesada, mas por um lado foi libertadora.
Pude perceber que as questões familiares nunca são esquecidas. Elas são colocadas debaixo do tapete e, em qualquer faxina, a poeira ressurge mais escura e mais densa.
Foi bom ver que a poeira ainda existe e como ela realmente é...
A colocamos debaixo do tapete novamente e desencanei.

Nisso tudo, a lição que eu aprendi nesses três meses é que eu devo mudar. Não posso me preocupar tanto com os outros e não posso controlar tudo à minha volta.
Resumindo, tenho que desencanar de verdade!

Bateu um desespero ao saber que faltam menos de dois meses para completar os 30.
Depois de algumas horas, passou...
Desencanei...

Será?

terça-feira, 19 de abril de 2011

Um milhão de amigos?

A música do rei me inspirou a escrever sobre algo que venho refletindo bastante nos últimos tempos: quantos amigos de verdade eu tenho? Será que eu quero ter um milhão de amigos pra bem mais forte poder cantar?

Tem dias, principalmente nos finais de semana, que eu acordo e penso que não tenho nenhum amigo. Fico triste porque em outra época da minha vida era difícil conciliar todos os convites que eu recebia para sair com os amigos. Eu até me achava popular. O que é ser popular? Ter cem amigos? Ou um milhão?

Em outros dias, fico pensando em uma coisa que a minha mãe sempre diz: "Amigo é dinheiro no bolso".
Sei que essas frases feitas são clichês, mas será que comecei a perder os amigos quando comecei a pagar as minhas contas? Aí, desencano e começo a concordar com aquelas correntes de e-mail em Power Point que dizem que é melhor ter um amigo de verdade do que cinquenta que não podemos contar.

Penso também que o fato de eu ter casado possa ter diminuído o meu contato com os amigos. Aqueles que acompanharam toda a nossa trajetória talvez tenham cansado das brigas, talvez tenham tomado partido para um lado ou talvez não gostem tanto da minha esposa quanto gostem de mim. Acho isso um pouco cruel, mas todos os meus amigos que casaram se distanciaram de mim. Será que casar significa escolher amigos novos?
 Será que é um defeito dos outros ou todo mundo, inclusive eu, acaba deixando os velhos amigos de lado e encontrando os "novos melhores amigos"?

Aí vejo que talvez a culpa seja minha. Quantas vezes eu já recusei a sair com amigos por conta dos compromissos? Com que frequência eu ligo para eles e os convido para fazer alguma coisa?
Confesso que sempre fui péssimo em manter contato. Acho que o fato de odiar falar no telefone me prejudica. Os e-mails e os SMS me ajudam, às vezes.
Sempre tiver que ser “agitado”. Nunca fui o “agitador”.
As promessas de "vamos marcar" e "precisamos fazer alguma coisa" nunca são cumpridas.

Tenho muitos amigos no coração. A saudade de alguns até dói.
Tenho amigos muito especiais, mas quem é o meu melhor amigo?
E eu, sou o melhor amigo de quem?

Não sei responder essas perguntas...

Será que é preciso ter um melhor amigo?

Prefiro pensar que os amigos são inclassificáveis. São únicos e singulares.

Não quero um milhão de amigos!

sábado, 16 de abril de 2011

Primeiro post antes dos 30

Hoje, acordei pensando: “Meu Deus, os 30 estão chegando!”.
Como não escrevo nada “público” há muito tempo, pensei em criar um novo blog. Preciso escrever! O meu bloqueio já durou demais.

Sabe, não é nem a idade em si que me assusta. Números são apenas números. Porém, fico pensando em como eu sonhava, há 10 anos atrás, estar com 30 anos. O que mais me preocupa não são as rugas, mas tudo aquilo que eu deixei de fazer ou o que ainda não consegui realizar.
Quando entrei na faculdade, aos 17 anos, achava que as pessoas com 30 anos já eram velhas. Não exatamente velhos idosos, mas que haviam chegado ao ápice da vida adulta. Já tinham suas famílias, suas carreiras, seus bens e seus conhecimentos.
Daqui a 5 meses completo os meus 30 e acho que não tenho nada disso por completo.

Tenho uma família, a última coisa que eu achei que teria.
Na verdade, a minha família se resume à Ju, minha esposa. Não temos filhos. Se bem que temos dois cachorros que dão bastante trabalho e que são tratados como crianças.
Ah, quero deixar claro que a família que eu digo é aquela que construimos e não aquela que nascemos. A família que nasci continua por aqui, graças a Deus. Ela é uma peça fundamental na minha vida. Confusa, mas fundamental.
Mas voltando à “família construída”, nunca pensei que me casaria com 26 anos.
Claro que nos meus delírios infantis, achava que ia casar com 20 anos!
Depois da primeira namorada, aí queria casar com 25.
E depois de morar sozinho, não queria mais casar! Hahahahaha
Ao mesmo tempo, sempre quis ter filhos. Adoro crianças. Lembro que quando estava com uns 21 anos, queria ter um filho de qualquer jeito, mas ninguém topou!!
Aí, o tempo passou, fiquei para titio três vezes e o filho não veio.
Não sei porque ainda não aconteceu. Prefiro pensar que Deus acha que ainda não estou preparado. Deus sempre me salva nessas perguntas sem resposta!!

Sobre a carreira, aí é desastre total! Juro que estou mais perdido do que quando tinha 17 anos!
Quando entrei na faculdade, tinha certeza do que eu queria.
Queria trabalhar na Disney e depois virar guia turístico para levar grupos para lá.
Era isso e ponto. Parecia fácil.
Bem, até trabalhei na Disney...e por duas vezes...mas não virei guia de turismo.
Descobri que não precisava de uma faculdade para virar guia e a minha gradução acabou me levando por outros caminhos.
Até estava pensando nisso outro dia. Pareço aqueles “tiozinhos” malas que dizem que já fizeram tudo na vida (conheço algumas pessoas assim).
Já trabalhei em companhia aérea na central de reservas (vulgo telemarketing), em agência de eventos e agência de comunicação (não é EVENTOS, pessoal. Somos uma agência de comunicação! Ahã), dei aulas de inglês, trabalhei duas vezes na Disney (já disse isso, né?), fui terceirizado na área de Treinamento em RH, fui caixa bancário (!!), fiz uns bicos de faxineiro e professor de português na California, e por fim, terminei onde menos imaginava – na loja do meu pai e da minha mãe.
Essa é uma história muito longa que vou deixar para outra hora, mas saibam que trabalhar com o meu pai era a minha última opção. Na verdade, não era nem uma opção!
E ainda estou perdido.
Não sei se volto a ser professor, se abro meu próprio negócio ou se mudo para o Canadá!
Tô falando, tá pior do que com 17 anos!
Só uma coisa me conforma. Nunca esqueço do vídeo do “Filtro Solar” que diz que as pessoas mais interessantes não sabiam o que fazer com 40 anos!
Bom, ainda tenho 10 anos para continuar “interessante”.

Sobre os bens e os conhecimentos, vou resumir da seguinte forma porque esse post já está muito grande:
- bens: tenho um carro e um monte de contas para pagar todo mês. Moro em uma casa que nem sei se é minha mesmo!
- conhecimentos: continuo me achando burro. Tem uns primos meus com a minha idade que já terminaram o doutorado! E eu decidi fazer uma segunda faculdade. Inteligência!

Bem, agora deixa eu ir dar banho nos cachorros!
Temos que aproveitar o sol no sábado e a Ju precisa de ajuda (apesar de dizer que não).