Hoje, acordei pensando: “Meu Deus, os 30 estão chegando!”.
Como não escrevo nada “público” há muito tempo, pensei em criar um novo blog. Preciso escrever! O meu bloqueio já durou demais.
Sabe, não é nem a idade em si que me assusta. Números são apenas números. Porém, fico pensando em como eu sonhava, há 10 anos atrás, estar com 30 anos. O que mais me preocupa não são as rugas, mas tudo aquilo que eu deixei de fazer ou o que ainda não consegui realizar.
Quando entrei na faculdade, aos 17 anos, achava que as pessoas com 30 anos já eram velhas. Não exatamente velhos idosos, mas que haviam chegado ao ápice da vida adulta. Já tinham suas famílias, suas carreiras, seus bens e seus conhecimentos.
Daqui a 5 meses completo os meus 30 e acho que não tenho nada disso por completo.
Tenho uma família, a última coisa que eu achei que teria.
Na verdade, a minha família se resume à Ju, minha esposa. Não temos filhos. Se bem que temos dois cachorros que dão bastante trabalho e que são tratados como crianças.
Ah, quero deixar claro que a família que eu digo é aquela que construimos e não aquela que nascemos. A família que nasci continua por aqui, graças a Deus. Ela é uma peça fundamental na minha vida. Confusa, mas fundamental.
Mas voltando à “família construída”, nunca pensei que me casaria com 26 anos.
Claro que nos meus delírios infantis, achava que ia casar com 20 anos!
Depois da primeira namorada, aí queria casar com 25.
E depois de morar sozinho, não queria mais casar! Hahahahaha
Ao mesmo tempo, sempre quis ter filhos. Adoro crianças. Lembro que quando estava com uns 21 anos, queria ter um filho de qualquer jeito, mas ninguém topou!!
Aí, o tempo passou, fiquei para titio três vezes e o filho não veio.
Não sei porque ainda não aconteceu. Prefiro pensar que Deus acha que ainda não estou preparado. Deus sempre me salva nessas perguntas sem resposta!!
Sobre a carreira, aí é desastre total! Juro que estou mais perdido do que quando tinha 17 anos!
Quando entrei na faculdade, tinha certeza do que eu queria.
Queria trabalhar na Disney e depois virar guia turístico para levar grupos para lá.
Era isso e ponto. Parecia fácil.
Bem, até trabalhei na Disney...e por duas vezes...mas não virei guia de turismo.
Descobri que não precisava de uma faculdade para virar guia e a minha gradução acabou me levando por outros caminhos.
Até estava pensando nisso outro dia. Pareço aqueles “tiozinhos” malas que dizem que já fizeram tudo na vida (conheço algumas pessoas assim).
Já trabalhei em companhia aérea na central de reservas (vulgo telemarketing), em agência de eventos e agência de comunicação (não é EVENTOS, pessoal. Somos uma agência de comunicação! Ahã), dei aulas de inglês, trabalhei duas vezes na Disney (já disse isso, né?), fui terceirizado na área de Treinamento em RH, fui caixa bancário (!!), fiz uns bicos de faxineiro e professor de português na California, e por fim, terminei onde menos imaginava – na loja do meu pai e da minha mãe.
Essa é uma história muito longa que vou deixar para outra hora, mas saibam que trabalhar com o meu pai era a minha última opção. Na verdade, não era nem uma opção!
E ainda estou perdido.
Não sei se volto a ser professor, se abro meu próprio negócio ou se mudo para o Canadá!
Tô falando, tá pior do que com 17 anos!
Só uma coisa me conforma. Nunca esqueço do vídeo do “Filtro Solar” que diz que as pessoas mais interessantes não sabiam o que fazer com 40 anos!
Bom, ainda tenho 10 anos para continuar “interessante”.
Sobre os bens e os conhecimentos, vou resumir da seguinte forma porque esse post já está muito grande:
- bens: tenho um carro e um monte de contas para pagar todo mês. Moro em uma casa que nem sei se é minha mesmo!
- conhecimentos: continuo me achando burro. Tem uns primos meus com a minha idade que já terminaram o doutorado! E eu decidi fazer uma segunda faculdade. Inteligência!
Bem, agora deixa eu ir dar banho nos cachorros!
Temos que aproveitar o sol no sábado e a Ju precisa de ajuda (apesar de dizer que não).